O ex-vice-presidente Hamilton Mourão voltou atrás um dia após dizer que as Forças Armadas deveriam reagir à operação da Polícia Federal que mirou militares e o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Diante das críticas, ele emitiu nota e disse que é um “legalista”. No Senado, Mourão disse que o Brasil vive momento de anormalidade. “Não tenho a mínima dúvida de que estamos caminhando para a implantação de um regime autoritário de fato no país”, disse Mourão.

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“O que se vislumbra nessa onda de prisões e apreensões deflagradas é a intenção de caracterizar as manifestações da população como fruto de uma conspiração golpista”, completou o parlamentar.

Nesta sexta-feira, o tom foi diferente. “Quando afirmou que “os comandantes não podem se omitir perante a condução arbitrária de processos ilegais”, não incitou, e nem se referiu, a nenhum tipo de ruptura institucional ou golpe”.

Para o senador, “A referência feita é relacionada a processos ilegais conduzidos em casos envolvendo militares da ativa e à necessidade de ação das Forças Armadas e da Justiça Militar, na instauração de inquéritos policiais militares (IPM) para a condução de investigações, em caso de militares da ativa supostamente envolvidos em irregularidades, no exercício de cargos e funções de natureza militar”.

“Quaisquer alegações e insinuações relacionadas às palavras proferidas pelo senador Hamilton Mourão no discurso de ontem (08/02) são totalmente descabidas e fazem parte do jogo político e das narrativas daqueles que tentam, a qualquer custo, difamar a oposição”, finalizou.

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