A Confederação da Maçonaria Simbólica do Brasil (CMSB), que tem mais de 107 mil maçons filiados, divulgou nota oficial nesta terça-feira (20), assinada pelos representantes de 27 Grandes Lojas Maçônicas brasileiras, correspondentes a todos os Estados brasileiros e ao Distrito Federal.

O texto do documento cobra o veto presidencial àquela parte da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) que trata sobre fundo partidário, que foi aumentado em mais de 300%. 

“Tais recursos em nada contribuirão com a sociedade em geral, devendo destiná-los para a área social, carente e necessitada de apoio do poder público”, diz a nota. 

O Congresso aprovou o aumento de R$ 1,8 bilhão para R$ 5,7 bilhões do chamado “fundão”, que é o Fundo de Financiamento de Campanha Eleitoral.

A reação nacional a esse aumento foi forte em diversos segmentos. Tanto que o STF já está recebendo ações para anular a aprovação desse aumento. 

Veja a carta assinada na íntegra: 

“A Confederação da Maçonaria Simbólica do Brasil – CMSB, instituição que congrega as 27

(vinte e sete) Grandes Lojas Maçônicas de todos os Estados brasileiros e do Distrito Federal, com mais de 107.000 (cento e sete mil) maçons associados, por seus dirigentes ao fim assinados, considerando ser a Maçonaria, em seu sentido mais amplo, uma filosofia de

vida, com um sistema de moralidade e ética social, de caráter simples e fundamental,

incorporando um humanitarismo amplo e que tem por princípios basilares: a Liberdade dos

indivíduos e dos grupos humanos; a Igualdade de direitos e obrigações dos seres e grupos

sem distinguir religião, raça, sexo ou nacionalidade; a Fraternidade de todos os homens,

como filhos do mesmo Criador.

Presente no Brasil, desde o império, a Maçonaria sempre esteve ativa e atenta à prática

efetiva de políticas públicas que assegurem paz, harmonia e justiça social em todos os

níveis no seio das comunidades, em especial as mais carentes, pugnando pela Liberdade,

Igualdade e Fraternidade que, aliadas ao Amor Fraternal, são os pilares que a mantêm em

atividade ao longo dos séculos e continuarão a impulsioná-la.

No dia 15 de julho de 2021, o Brasil acordou com a notícia de aprovação da LDO – Lei de

Diretrizes Orçamentárias, que traz consigo a aprovação do Fundo Eleitoral para as eleições

de 2022 majorado em quase 300% (trezentos por cento), em relação aos valores

estabelecidos para as eleições de 2018, passando para 5,7 bilhões, não obstante a previsão de um déficit no Orçamento Fiscal e da Seguridade Social na ordem de 170,47 bilhões de reais.

As Grandes Lojas Maçônicas que integram a Confederação da Maçonaria Simbólica do

Brasil (CMSB), vêm à público POSICIONAR-SE CONTRÁRIAS e REPUDIAR EXPRESSAMENTE o aumento do Fundo Eleitoral, por entenderem que tal aumento, não só humilha, mas faz tábula rasa das necessidades do povo brasileiro, que sempre fica com o ônus de pagar a conta.

A população brasileira, sofrida e violentamente atingida pela Pandemia da COVID-19, não

necessita do malsinado fundo eleitoral, que em nada contribui para a solução dos graves

problemas a que está submetida, representando tal medida verdadeiro acinte ao povo

brasileiro no momento em que o salário mínimo ganha uma projeção de reajuste, para o

ano que vem, de apenas 4% (quatro por cento).

Para tanto, as Grandes Lojas Maçônicas brasileiras, aqui representadas pela Confederação

da Maçonaria Simbólica do Brasil – CMSB, SOLICITAM ao Senhor Presidente da República

que VETE em sua totalidade a parte da LDO que trata sobre o Fundo Especial de

Financiamento de Campanha (FUNDO ELEITORAL), vez que tais recursos em nada

contribuirão com a sociedade em geral, devendo-se destiná-los para a área social, carente

e necessitada de apoio do poder público.

Por fim, as entidades aqui subscritas reconhecem o difícil momento em que vivemos e se

disponibilizam a auxiliar na transposição e superação das dificuldades atuais e futuras que

afligem a sociedade brasileira, como forma de exercerem sua principal tarefa, que é tornar

feliz a humanidade”.

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