O veto integral do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ao fundo eleitoral, aprovado pela Câmara dentro da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) 2022, na última sexta-feira (20), repercutiu entre alguns deputados membros da bancada do Amazonas. O texto-base do fundo tinha valor inicial de R$ 2 bilhões e passou para R$ 5,7 bilhões.

O vice-presidente da Câmara, deputado Marcelo Ramos (PL-AM), se manifestou a favor do veto e confirmou que Bolsonaro agiu corretamente ao vetar o aumento do fundo partidário.

“Ele tinha que vetar mesmo. Fez o que tinha que fazer. Voto a favor do veto. Acredito que ele estabelecerá um valor para o fundão na Lei Orçamentária Anual que enviará à Câmara até o dia 31 deste mês”, afirmou.

Já o deputado bolsonarista Delegado Pablo (PSL-AM) afirmou que está aguardando a definição das regras e dos parâmetros do fundo partidário, que ainda não tem data definida para votação em plenário.

“Não tem data. Talvez nem ocorra a deliberação do veto. A questão pode ser decidida na análise da Lei do Orçamento Anual”, explicou.

Bosco Saraiva (Solidariedade) afirmou que é a favor do “fundão”. Já em relação a como vai votar, o parlamentar preferiu ser cauteloso. “O fundo eleitoral é necessário para seguir permitindo que aqueles que menos podem financeiramente tenham possibilidades reais de vencerem uma eleição no Brasil. Espero que a Lei Orçamentaria de 2022 possa trazer um montante capaz de financiar a democracia brasileira. O partido Solidariedade ainda não tratou do assunto. A nossa bancada deverá votar conforme orientação do partido”, adiantou.

O governo tem até o fim de agosto para enviar ao Congresso Nacional o projeto da lei orçamentária. O aumento do chamado fundão de R$ 2 bilhões para R$ 5,7 bilhões foi aprovado com o apoio de partidos da base governista.

Fonte: O Poder

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