Nesta terça-feira (3), após Arthur Virgílio afirmar que não assinou decretos que favoreciam pagamentos irregulares de 500% acima a servidores da Casa Civil, a promotora de Justiça Clay Barbosa Martins do Ministério Público do Amazonas (MPAM) apresentou aditamento à ação alegando que “supôs” que o ex-prefeito havia assinado os decretos, mas que verificou que Arthur se ausentou por seis meses da prefeitura a partir de abril de 2014.

O MP-AM incluiu o então ex-vice-prefeito de Manaus Hissa Abrahão (PDT) e o ex-vereador Sildomar Abtibol, responsáveis pelos atos administrativos nesta ação civil pública em que pede a devolução de R$ 1 milhão ao município em razão de concessão de gratificações irregulares de até 500% a servidores da Casa Civil entre 2013 e 2019.

Inicialmente, a ação foi ajuizada contra o ex-prefeito Arthur Virgílio Neto (PSDB) e o ex-secretário da Casa Civil Lourenço Braga. A promotora de Justiça Clay Barbosa Martins pediu a condenação deles a devolução de R$ 580,9 mil e R$ 441,5 mil, respectivamente, por terem concedido as gratificações a 11 servidores sem atender exigências legais.

“O 1º Requerido ausentou-se por 6 meses a partir de 04/2014, assumindo a Prefeitura interinamente o vice-presidente da Câmara de Vereadores, Sildomar Abtibol, já que tanto o Presidente da Câmara, Bosco Saraiva, quanto o vice-prefeito, Hissa Nagib Abrahão Filho, desejavam disputar a eleição e necessitavam se desincompatibilizar”, disse Martins.

Martins afirmou que Hissa é responsável pela gratificação concedida a Raimunda Moura Santos, em 2013, e Sildomar pelas gratificações a Alci Ferreira da Silva, Dolares Swamv Souza Melo, Glenda Ramos de Oliveira e Vinicius Lima de Queiroz, todas em 2014.

Fonte: Amazonas Atual 

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