Nos últimos tempos, a cúpula da Segurança Pública do Amazonas está nos centro das atenções com operações, denúncias e até exoneração. O vice-governador Carlos Almeida, chegou a exonerar o secretário de segurança Coronel Louismar Bonates, mas o governador Wilson Lima, o manteve no cargo. Após toda a repercussão, o secretário pediu afastamento do comando da SSP-AM. Nos bastidores, os burburinhos sobre a decisão repentina estão ganhando ar e as suposições só aumentam, o que será que motivou a saída?

Afastamento

Nesta quinta-feira (29), o secretário de Segurança do Amazonas, coronel PM Louismar Bonates, pediu afastamento do comando da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM). O motivo do pedido, segundo fontes ligadas ao secretário, seria para cuidar de problemas de saúde, já que Bonates estaria com uma cirurgia marcada. O comunicado já havia sido realizado ao governador Wilson Lima.

Exoneração

Como governador em exercício após uma viagem não comunicada oficialmente de Lima, o vice-governador Carlos Almeida, exonerou no dia 21 de junho, o secretário da SSP-AM, Coronel Louismar Bonates. “Além do colapso na saúde que infelizmente resultou na morte de muitos amazonenses, o Estado vem sendo vítima de uma infinidade de desvios éticos que, segundo investigações, atingem também a Segurança Pública. Portanto, não tendo o governador exercido tal obrigação, coube a mim pedir a exoneração do secretário em nome da moralidade”, declarou.

Permanência

No dia seguinte, o governador Wilson Lima retornou à Manaus e manteve o secretário da SSP-AM no cargo. Segundo informações do vice-governador, a permanência de Bonates foi determinada por Lima através de uma ligação. “Eu fico até espantado, porque eu não consigo compreender o motivo pelo qual o secretário permanece no cargo, tendo o Ministério Público apontado o mesmo como epicentro da crise na segurança pública do Estado”, enfatizou Almeida na época.

Confusão

Nos últimos meses, a Segurança Pública do Amazonas vem sendo alvo de investigações policiais. Atualmente, o secretário Samir Freire, titular da Secretaria Executiva Adjunta de Inteligência (Seai), da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSPAM) foi preso na Operação Garimpo Urbano que investiga crimes de subtração de ouro, mediante graves ameaças dirigidas aos transportadores. As investigações apuram o monitoramento e abordagem das vítimas mediante uso de estrutura, pessoal e de expertise da Secretaria Executiva Adjunta de Inteligência (SEAI).

Escuta

Após a deflagração da investigação e denúncia de deputados estaduais, o equipamento de escutas telefônicas do Governo, o ‘Guardião’ que antes ficava na sede da SSP, foi transferido pelo MPAM para uma delegacia da Polícia Civil. “A localização e o funcionamento de órgão de inteligência da polícia judiciária em instalações físicas alheias à Polícia Civil do Estado do Amazonas contraria direitos humanos consagrados em diplomas internacionais e no direito interno brasileiro”, apontou a Promotora de Justiça, Marcelle Arruda.

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