Oswaldo Lopes, diretor-presidente da da Fundação de Televisão e Rádio Cultura do do Amazonas, antiga TV Cultura, agora Encontro das Águas divulgou nesta quarta-feira (28), por meio das redes sociais da emissora, uma nota de repúdio sobre “todas as acusações contra a sua conduta e imagem à frente da emissora pública, proferidas pela servidora pública, Sra. Nauzila Campos”.

“Lopes afirma que as acusações são infundadas e que, apesar de não ter sido notificado oficialmente, está tomando todas as medidas cabíveis para que os fatos sejam devidamente esclarecidos e a verdade prevaleça”, diz trecho da publicação.

Nesta terça-feira (28), a servidora pública de carreira, há 11 anos na emissora, Nauzila Campos, postou um vídeo com uma denúncia pública sobre a prática de “rachadinha” pela direção da emissora pública TV Encontro das Águas.

Gerente também se defende

O gerente de jornalismo da TV Encontro das Águas também utilizou as redes sociais para se defender. Welder Alves diz que nunca tocou em um centavo “que não fosse do meu suor”.

*NOTA:* 

Venho por meio desta nota, exercer meu direito de resposta e meu dever como funcionário público de ser transparente. Ontem, a servidora Nauzila Campos fez grave denúncia a meu respeito.  Não, não fui só denunciado, fui julgado e condenado pela opinião pública diante do direito dela como cidadã de solicitar uma investigação sobre um suposto esquema de rachadinhas de diárias na Fundação Televisão e Rádio Cultura do Amazonas, Tv Encontro das Águas, com suposta participação do diretor-presidente da Funtec. Nunca toquei em um centavo que não fosse do meu suor, pelo contrário, tirei do bolso inúmeras vezes para trabalhar. Não só eu como outros diretores e, inclusive o próprio presidente, tira do bolso dinheiro para manter a emissora funcionando, infelizmente, o processo é burocrático e o imediatismo da tv não espera, se assim não fosse a emissora estaria fora do ar há anos em face do sucateamento por que ela passou no decorrer de gestões anteriores. Mas eu vou explicar aqui pra vocês o que ela chama de “rachadinha”, na verdade é um reembolso daquele diretor/colaborador que viabiliza/custea a logística, a hospedagem e a alimentação da equipe – finalidade da diária. Pra quem não sabe como funciona o sistema de diárias e passagens vou explicar. É bem burocrático. Você tem que solicitar com antecedência de 15 dias, tem que apresentar comprovantes de embarque e desembarque e ainda apresentar relatório, tudo acompanhado pelo Estado e sujeito a Controle Interno. Conforme *Decreto N. 40.691 de 16 de maio de 2019 diária é para custear “alimentação, café da manhã, almoço e janta” e “pernoite”, ou seja, é para custear as despesas*. Mas, estamos em uma emissora que não funciona no mesmo ritmo do Estado, amarrada a burocracias, a notícia, a pauta, a produção, não espera, ela acontece e não dá para esperar 15 dias para cair a diária da equipe e sair pra fazer nosso trabalho, daí o diretor que ganha mais, do seu bolso, dá pra a equipe o dinheiro que ela precisa pra se hospedar, comer  e se locomover, e com a anuência e o acordo com a equipe, quando as diárias caem o justo é que este dinheiro da diária reembolse quem bancou as despesas do próprio bolso. quando sobra algum recurso, o valor fica com o colaborador, mas geralmente não sobra porque a diária custa 120 reais, 120 reais é insuficiente para você pagar hospedagem, lanchar, tomar agua, almoçar, se locomover e jantar… então na maioria das vezes quem dá o recurso não é sequer reembolsado ou fica no prejuízo. Isso não é rachadinha, isso é garantir que nosso trabalho seja realizado. E quanto ao link do portal da transparência sobre o número de diárias, no meu caso no ano passado foram 24 dias e não 24 viagens, vou explicar o motivo pelo qual tive que deixar a diretoria e ir como operador de drone, roteirista, cinegrafista, repórter e até muitas vezes ainda editando: Porque temos vários profissionais salarialmente desmotivados, de um lado os celetistas sob judicie, sem direito a aumento, ganhando muitas vezes menos de um salário, e de outro lado, temos os concursados com salários congelados desde 2013 tendo que se dividir em dupla ou tripla jornada em outras emissoras/produtoras, e aí minha gente sobra pra quem está na diretoria e como cargo comissionado segurar as demandas para não deixar a emissora parar e mostrar serviço para a sociedade. Mas para encerrar, quero reiterar que nunca, em hipótese alguma participei ou fui conivente com algum tipo de esquema ilícito, pelo contrário, diante da morte do meu irmão, deixei um salário de 10 mil reais para ganhar menos 1.600,00 para ficar próximo da minha família e seguir ajudando a emissora em Brasília, aliás a denunciante passou a ocupar minha cadeira de diretor na época, depois de um mês saiu, se deu férias, e eu tive que voltar para auxiliar a Fundação no meu dever de servidor. Infelizmente, temos que refletir mais sobre o papel das mídias e dos comunicadores, é muito fácil você ir para as redes sociais e propagar suposições, espero que assim que o Ministério Público apurar, ela tenha a mesma atitude de voltar às redes para se retratar.

Welder Alves 

Gerente de Jornalimo (sic)

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