A conselheira do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Yara Lins, qualificou como tentativa de “intimidação” e “perseguição política” contra ela e a família, por ter sido alvo de várias queixas crimes feitas pelo senador Omar Aziz (PSD-AM). A iniciativa do senador ocorreu após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luis Roberto Barroso conceder liminar para impedir a quebra do sigilo telemático, fiscal e telefônico da conselheira e da filha dela, Teresa Raquel Baima Rabelo, pelo parlamentar, presidente da CPI da Pandemia.

Em nota, Yara Lins disse que “repúdio é a palavra que define os meus 45 anos de vida pública. Nesses anos combati a corrupção e a má gestão, sempre de forma a atender à legislação e os princípios da administração pública”.

Para a conselheira a iniciativa do senador não possui fundamentação. “Uma perseguição política, vazia de uma narrativa fantasiosa de declarações e suposições”, diz a nota, que anuncia medidas judiciais. “Defenderei minha honra e continuarei firme na minha atuação, fiscalizando o mau uso do dinheiro público de forma implacável”, assinala o texto da ex-presidente da Corte de Contas.

A perseguição atribuída a Omar Aziz ocorreu após se envolver em um embate na CPI do Senado, com o deputado estadual Fausto Jr (MDB), relator da CPI da Saúde da Assembleia Legislativa do Estado (ALE), em 2020, que apontou desmandos, desvios e falta de licitação em meio à crise da saúde do Estado, agravada pela pandemia.

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